Solidariedade barra pronunciamento de Dilma na TV e no Rádio

Presidente do Solidariedade no Ceará e Líder do partido na Câmara Deputado Federal Genecias Noronha
Presidente do Solidariedade no Ceará e Líder do partido na Câmara Deputado Federal Genecias Noronha

O Solidariedade entrou nessa sexta-feira (15), com uma ação civil pública no Justiça Federal (6ª Vara Federal), para impedir que a presidente Dilma Rousseff faça um pronunciamento nas emissoras de Rádio e TV, previsto para esta noite. Horas depois do anúncio da ação, o Palácio do Planalto decidiu adiar o pronunciamento que a presidente faria para defender seu mandato. Para o líder do Solidariedade, Genecias Noronha (CE), foi mais um gesto de incompetência do governo e motivo de panelaço geral.

“Ela estava pedindo um panelaço. Ninguém acredita mais nesse governo e a oposição está atenta a todas as manobras articuladas pelo PT para evitar o impeachment. Essa situação, mais uma vez, foi mais um tiro no pé”, declarou o parlamentar.

Já o presidente do partido, deputado Paulinho da Força (SP) enfatizou que a presidente estaria usando os meios de comunicação para a sua defesa pessoal, sem qualquer interesse público.

“Ela queria usar dinheiro público para fazer propaganda visando sua defesa pessoal às vésperas da votação do impeachment. Quer fazer propaganda de um governo que acabou. Impedimos mais uma barbaridade da presidente”, criticou Paulinho.

Ele destaca ainda que é “mais um constrangimento nacional”

“Ontem, ela perdeu todas as tentativas de parar o processo no Supremo. É um desespero total, porque ela sabe que vai perder na Câmara. Vai ser mais um constrangimento nacional. Vai pregar o golpe e mais discórdia entre o povo brasileiro. Para o bem do Brasil fizemos essa ação”, explicou o deputado.

A ação

No texto da ação, o Solidariedade observa que “é perceptível até ao senso comum que não se encaixam nos conceitos de “ordem pública”, “segurança nacional” e “interesse da Administração” os motivos para a presidente falar em cadeia nacional que “está em curso no país um golpe”, “não há crime de responsabilidade para justificar o pedido de impeachment” e outras considerações de cunho exclusivamente pessoal.

“É inconcebível a utilização de tal faculdade para enaltecer a imagem de um agente público ou um partido político, pois, na realidade, está sendo utilizada a máquina estatal para atingir objetivos pessoais, de interesses exclusivos da Presidente em fazer a promoção de seu governo e, naturalmente, sua manutenção em detrimento do momento conturbado ao qual todos estamos submetidos à míngua da lisura pública”, justifica a ação civil pública.

Reportagem: Polianna Furtado