Sancionada proposta de lei, de autoria da deputada Aderlânia Noronha, que ajuda no combate à violência contra a mulher

Os mecanismos de combate à violência contra a mulher agora serão reforçados por meio da divulgação dos telefones para denúncias em contas de água e luz. As empresas concessionárias que prestam serviços públicos de abastecimento de água e distribuição de energia elétrica, sediadas no estado do Ceará, devem veicular, nas contas mensais enviadas ao consumidor, os seguintes números de telefone: Disque Denúncia Nacional, Disque Denúncia Estadual, Central de Atendimento à Mulher e Conselho Tutelar Local.

A medida está prevista na lei nº 16.330, sancionada em setembro de 2017 pelo governador Camilo Santana. Proposta pela deputada Aderlânia Noronha (SD),a lei determina que a divulgação seja afixada em local de fácil visualização e contenha a seguinte informação: “Violência contra a mulher e exploração sexual de crianças e adolescentes é crime. Denuncie! Disque Denúncia Nacional: Disque 100; Disque Denúncia Estadual: Disque 181; Central de Atendimento à Mulher: Disque 180; Conselho Tutelar Local”.

Segundo a autora do projeto de lei nº 77/17 que deu origem à lei, o Disque 180 – da Central de Atendimento à Mulher – é um serviço gratuito e eficaz que funciona 24 horas por dia, de segunda a domingo, para orientar a mulher vítima de agressão. Além disso, fornece orientações e alternativas para que a mulher se proteja do agressor. A vítima é informada sobre seus direitos legais e os tipos de estabelecimentos que poderá procurar, conforme o caso.

A parlamentar ressalta ainda que as denúncias feitas pelos Disque Denúncia Nacional e Estadual contam com a garantia do anonimato, inclusive em casos de pagamento de recompensa, e as ligações não são rastreadas ou gravadas.” A disponibilização dos números de disque-denúncia nas contas de distribuição de água e energia elétrica, meios estes que atingem todas as parcelas da população, pertencentes a qualquer nível social, estimulará o cidadão a utilizar mais este serviço de atendimento telefônico”, explica Aderlânia Noronha.